domingo, 28 de dezembro de 2014

Nós deveríamos ser mais gratos!

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Nós deveríamos ser mais gratos!

Gratos por termos sido ajudados por alguém em algum momento da vida...
Gratos porque nos momentos tristes tivemos alguém do nosso lado para desabafar; Devemos ser gratos por aquela palavra amiga na hora mais precisa; 
Gratos por aquela piada sem graça do seu amigo, que  proporcionou gargalhadas que  fez doer a barriga; 
Gratos por ter tido um amigo para confiar segredos e em momentos de insegurança pedir algum conselho; 
Devemos ser gratos por saber que podemos contar com alguém até mesmo de madrugada; 
Devemos ser gratos pelos amigos que investiram horas para ouvir os nossos problemas; 
Devemos ser mais gratos pelo recadinho perguntando "como vai"; 
Devemos ser mais agradecidos e entender que ninguém chega à algum lugar sozinho! Ninguém é autossuficiente para que não precise de ninguém. 

Devemos ser sempre gratos e o principalmente:  Ser um grande amigo para outro alguém!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ano Novo em Nova York

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Olá pessoal!

Tudo tranquilo?

Vou compartilhar com vocês a minha experiência no ano novo em Nova Iorque, os pros e contras e se eu voltaria a fazer este programa novamente.

Antes de tudo, é inegável que New York é uma cidade maravilhosa, sua autenticidade, singularidade é encantadora, como muitos dizem ‘’Uma floresta de pedra’’.New York é um tipo de cidade que agrada a todos os gostos, amantes da cultura, arquitetura, artes, museus, esportes. É uma cidade completa. Eu tive a oportunidade de explorar a cidade é foi amor à primeira vista, você encontra de tudo, vê de tudo, é como se o mundo todo estivesse lá. É louco! É uma diversidade de gente, idiomas, culturas – se você quiser comer uma comida da Mongólia pode ter na certeza que você encontrar – Essa multiculturalidade é estonteante, incrivelmente lindo.


Diante disso tudo, eu seria incapaz de negar o convite das minhas amigas de ir para Nova Iorque passar o ano novo. Infelizmente todas as vezes que visitei NY foi no inverno, frio intenso e muita neve, mas não foi por conta disso que deixei de aproveitar a cidade eu visitei tudo o que tinha direito, andei o dia inteiro! Hotel era só para dormir mesmo. Rs

Como a temperatura não era o problema e passar o ano novo em Nova Iorque seria uma experiência diferente, arrumei minhas malas e me mandei para a cidade que nunca dorme. No dia 31 de dezembro, data do meu aniversário (Eu sei, que dia pra nascer), comecei a me organizar para a grande noite fui para o hotel, me arrumei, e cai fora para a Times Square. Saí cedo, pois foi informado que por motivo de segurança algumas ruas iam ser interditadas, e por consequência, algumas estacoes de metro não funcionariam e que nos levaria a esperar um bocado até chegar à famosa avenida.

Até ai, tudo tranquilo, a final até no Rio de Janeiro em dia de ano novo é aquela confusão na rua, esquema de segurança e tudo mais, porém depois de descer na estação que dava nas ruas próximas a Times Square eu comecei a pensar de que talvez esta não fosse uma boa ideia.


Vamos as minhas considerações:

- Como citei acima o inverno nunca foi problema para mim, nunca deixei de ir para Nova Iorque por causa do clima, lógico, saia na rua com três casacos, duas meias, duas calças, e botas a prova d'água e cachecol, por estes motivos, nunca passei frio. Contudo, uma coisa que eu só percebi no dia de ano novo foi que apesar do frio (que era muito intenso durante o dia) à noite a temperatura caia terrivelmente. Pense comigo, eu passava o dia inteiro caminhando por NY com todas aquelas roupas, quando chegava a noite, eu não andava mais, ia pro hotel e ficava, logo eu não percebia que a temperatura caia ainda mais e se eu precisava daquelas roupas todas durante o dia, a noite eu precisaria do triplo.

- Eu, como brasileira, não tenho o habito  de checar a previsão do tempo, alias, tenho um argumento em minha defesa! Todas as poucas vezes que verifiquei a previsão estava errada, do tipo, que iria fazer sol quando na verdade chovia.

- Depois da questão do frio, outra coisa que percebi foi o humor frio do povo que estava lá (americanos e o resto do mundo), não tinha uma música papo animado, gente feliz. Eram só um bando de pessoas ‘’presas’’ nos quarteirões da Times Square. O esquema de segurança era feito da seguinte forma: eles fecharam a rua em blocos e conforme iam enchendo eles iam chegando, ou seja, quem entrava naquele quarteirão não podia sair.

- Você deve estar se pensando: ‘’Peraí, eu sempre vejo que eles fazem um show com vários artistas, é lindo!’’ – Sim, eles fazem, mas lembra do que eu falei sobre dividir a rua em blocos, então, para você conseguir assistir a este show lindo (na TV), você deveria chegar cedo e praticamente passar o dia inteiro lá, afinal, depois que enche o quarteirão eles fecham e ninguém sai ou entra.

- Nos optamos por ir à tarde/noite e ficamos três quarteirões pra trás e não ouvimos nem sequer o eco do show vindo do palco.

- Aquela famosa bola que desce do prédio é tao pequena e desce tao rápido que não dá tempo nem de piscar, quando você vai ver já foi.

-Fogos? Que fogos! Sabe o festival de queima de fogos da praia de Copacabana, que cada ano eles investem mais para aumentar o tempo do festival e formas mais bonitas. Então, em Nova Iorque não é nada disso! Eu contei nos dedos, foram 5 foguinhos, sem cor, sem forma, só o barulho mesmo. Tá, tudo bem! É numa avenida, cheia de prédios, não dar pra fazer um show.

Conclusão:

Meus pés congelaram (mesmo com duas meias e uma bota a prova d’água), fiquei de mau humor pela situação: frio, muita gente presa em um lugar só, falta de animação, musica, lojas fechadas, sem um churrasquinho de gato ect.. Eu não passaria por esta situação novamente, foi uma experiência, só para dizer que já fiz, mas não o faria novamente.

Eu acho que se você pagar para passar o ano novo em um hotel/bar/balada pode valer a pena, não foi o meu caso.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Thanksgiving Day - Dia de Ação de Graças.

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Dia de ação de graças (Thanksgiving) é comemorado nos Estados Unidos e no Canadá na última quinta-feira do mês de novembro. O feriado é  uma forma de demostrar gratidão a Deus por todas as bênçãos concedidas durante o ano. Como no natal, o dia é comemorado com a família e amigos queridos com uma grande e farta ceia e, é claro, como o famoso e indispensável turkey.

Como nos dois estados americanos que eu morei tive a oportunidade de comemorar o thanksgiving duas vezes em um dia, a primeira com minha host family (geralmente eles jantam por volta das 4pm/5pm) e a segunda ceia com meus amigos brasileiros, que cá entre nós não tem hora certa para jantar, alias, nunca jantam cedo.

Como no Brasil não temos esse hábito de comemorar o dia de ação de graças, eu achei uma experiência incrível fazer parte dessa celebração, é como se houvesse natal duas vezes, a única diferença é que não tem troca de presentes. Para quem está viajando, aconselho a não trocar passar datas comemorativas com nativos daquele determinado país que você esteja morando por outro evento, infelizmente já vi intercambistas que aproveita feriados como estes para sumir da casa da família hospedeira, a não ser que sua família seja insuportável, não faca isso! Lembre-se, pode ser a melhor oportunidade para aprender mais sobre a cultura local.


sábado, 15 de novembro de 2014

Quem inventou o carro manual?

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Coisinha para complicar a vida é esse tal de cambio manual, né não?!

Eu tirei minha habilitação faz alguns anos, tive pouca experiência dirigindo no Brasil e viajei para os Estados Unidos onde morei por dois anos. Lá eu tive que tirar minha habilitação novamente, passar pelas mesmas etapas: prova teoria + prova prática (como já falei aqui), a única diferença é que lá nos EUA não existe carro manual, só automático.

Lógico que eu não estou reclamando, cambio automático é a tudo além de facilitar a vida de qualquer ser humano. Eu lembro que assim que depois de uma semana na casa da minha  host family, a host mom me levou para dirigir pelo bairro para eu conhecer o caminho, lembro que era a noite e eu estava super tensa, mesmo assim eu fui com a cara e a coragem e somando a paciência dela em uma semana eu estava craque dirigindo para cima e para baixo. Muito dessa confiança em dirigir logo em seguida se deve ao carro automático, nada de passar marcha, embreagem e coordenação motora... tudo isso é muito chato e complicado, pelo menos pra mim.
Eu sinceramente não entendo o luxo que envolve em ter um carro automático no Brasil (luxo no sentido de ser extremamente caro), chega a ser ridículo os preços de um carro zero. - Lamentações de lado -  Para quem está indo para os Estados Unidos fazer o intercâmbio/viajar/morar não tenha medo, o carro automático é a melhor invenção de todos os tempos! ;)

Ps: Eu usei estes carros na viagem que eu fiz pela costa oeste dos EUA (Califórnia, Arizona e Nevada) e Washington DC.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Primeira impressão é a que fica... S-E-M-P-R-E!

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Esta semana fui a uma palestra no ramo de comércio exterior,nada voltado para estudantes universitários, nada disso, o assunto era para gente ''grande''. A palestra estava voltada para relações comercias entre Brasil e China e era patrocinado por um banco aqui do Brasil, tudo muito bem organizado e acredito eu, só tinha conhecedores da área. 

Eu fui convidada por uma amiga e como uma estudante de Relações Internacionais (suspiros), não podia ficar de fora e aceitei logo de cara, neste evento só tinha empresários, investidores ect... foi muito bom a experiencia em ver como funcionam as relações mais de perto =)

Contudo, tenho que fazer algumas observações e, eu acho que eu fui muito motivada/influenciada a isso depois que morei um ano durante meu intercambio na casa de executivos, a forma de vestir/falar/andar/comer/sentar etc.. foram uma das coisas que mais me chamaram a atenção neste evento.

Antes de mais nada eu quero deixar claro que não sou do tipo que sai de casa de salto alto todos os dias, nem que acompanho as tendencias da moda, muito pelo contrário, acho que o ponto que eu quero chegar vai muito além disso mas acredito que há momento pra tudo, gosto pra tudo e ocasião para tudo por isso fiquei de boca aberta com algumas situações:

Primeiramente o banco organizador do evento quis vender seu produto ( o que é lógico) e para isso tinha uma representante do tal banco que abriu a palestra e fez a apresentação, o que me chamou/gritou/berrou nesta situação foi a forma que a fulana estava vestida, sim, reparei nisso. Podem me chamar do que quiser mas se eu estou representando um banco em uma sala cheia de investidores/empresários, no minimo procuraria me vestir o mais formal possível, não vou nem entrar no ponto de que a tal palestrante estava sem maquiagem, unhas mal cuidadas e cabelo do estilo ''acabei de acordar''. Acho que resumindo em uma palavra desleixo resumiria. Como uma imagem vale mais que mil palavras, segue o look da tal palestrante/representante do banco.

Um casco básico e um vestido longo de algodão.  Eu não tenho nada contra, e acho que o look cairia super bem em um passeio/shopping/mercado/viagem/festa de aniversário mas não em um evento de negócios no qual a maioria dos convidados estavam vestidos formalmente. Até a simples graduanda de RI estava forma e a tal fulana representante do banco não.




Não sei se estou sendo crítica demais mas pelo menos acho que isso deveria ser o mínimo em um ambiente corporativo. Como a frase que ilustra o titulo do post  ''A primeira impressão é a que fica'',  e fica mesmo, eu sempre vou lembrar da tal fulana por este dia, e essa falta de atenção com a roupa, sei lá eu me senti como se ela não ser importasse/desse a minima pro pessoal lá... Tipo '' to nem aí, vide minha roupa''. Fora isso, tinha uma coisa talvez menos importante e que também me chamou a atenção que foi a completa falta de dicção, parecia que ela estava sem ar, a voz embargava e muita das vezes eu não conseguia entender o que ela estava querendo falar, tudo bem que o nervosismo ajuda muito e quem nunca ficou nervoso atire a primeira pedra mas por outro lado, ninguém daquela sala sabia mais do produto que ela estava vendendo do que ela mesmo e o nervosismo muitas das vezes esta ligado a falta de confiança.  Para uma pessoa que se apresentou como parte de um grupo de gerenciamento de um banco, deixou MUITO a desejar.

Agora, eu aqui com meus botoes penso: Se eu cheguei a esta conclusão, imagine os donos do dinheiro, será que alguém se animou a querer saber mais do produto do tal banco? Eu tenho minhas dúvidas. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Canon College - Review

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O Canon College aconteceu em agosto aqui no Rio mas só agora resolvi postar meu review ehehehe. (falta de tempo responde).

Bom, vamos ao que interessa.. Eu achei que valeu super a pena,  muito interessante a forma clara e objetiva com que foi conduzido o workshop, além do instrutor que soube levar a aula com muito bom humor sem deixar ser cansativo.

Contudo, sempre tem algo que pode melhorar:
  1.  A sala era muito pequena para o numero de inscritos;
  2. O telão era minusculo quem chegou em cima do horário e teve que sentar nas ultimas fileiras tinha dificuldade de enxergar as informações;
  3. Cadeiras mega desconfortáveis;
  4. A aula começou com atraso.
Eu fiz o básico, e farei o intermediário se eu tiver a chance. Tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas e percebi que os participantes eram de principiantes a profissionais da fotografias, estes buscavam uma ''reciclagem'' de algumas técnicas. 

sábado, 6 de setembro de 2014

Eu sei, mas não devia.

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Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.