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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Bisbilhoteiros

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Se existir uma lista de coisas que eu não suporto, gente bisbilhoteira estaria no topo dela. Sabe aquela pessoa insuportavelmente chata que fica perguntando ou comentando sobre sua vida. Vira e mexe eu tenho topado com vários (as) deste tipo por aí, principalmente depois do intercâmbio - O que é normal. experiência boa todos querem saber -.Mas para mim isso passar a ser chato quando a pessoa pergunta: "Quanto era seu salário"; "Você fez muito dinheiro lá?"; " Quanto você trouxe?"; ‘’ Não casou com um americano porque?’’ (Oi?!).

 Quer me matar? Faça uma destas perguntas! 
Além disso, ainda existem os fulanos que te observam no cotidiano e quando te vê não perde a oportunidade de perguntar tipo: “ih, comprou um carro novo"; "Ué,  hoje vai a pé"; "Você faz faculdade de que?"; "Seu inglês TEM de estar fluente, já que você morou dois anos nos Estados Unidos" – Essa pergunta em especifico me mata. Eu não TENHO que ser fluente só porque morei dois anos no exterior, eu poderia ter outros objetivos que não  este ( não foi o caso, mas mesmo assim).
A partir disso você começa a perceber que  participa de um Big Brother e nem sabe. Eu já falei comigo mesma, só irei tolerar este tipo de comentário com gente idosa (por respeito e por entender que a partir de certa idade já não é possível ter discernimento com certo tipo de coisas.), fora isso responderei educadamente à altura.

Mas tenho que confessar uma coisas, gente bisbilhoteira não é só coisa de Brasil não, lá nos Estados Unidos eu tinha uma vizinha que toda oportunidade que me via corria pra puxar assunto e perguntar sobre a família que eu morava. Não era perguntinha do tipo ‘’ Eles estão bens’’, mas do tipo ‘’Eles saem pra date night’’; ‘’ Sua host mom foi viajar, Volta quando? Foi a trabalho?’’, sempre que podia eu desviava a conversa, mas parece que as pessoas simplesmente não se tocam.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Uma host family e duas Au Pairs.

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Eu passei por essa experiencia no meu segundo ano como uma au pair. Depois de achar minha segunda family que parecia bacana só que tinha um detalhe, já tinha uma outra au pair do Peru morando na casa, a principio, eu achei que seria ótimo já ter alguém na casa e que poderíamos ajudar uma a outra, ainda mais no meu caso que iria mudar de estado, sair de Philadelphia onde eu já tinha a ''vida feita'' e ir para Virginia começar do zero. Mero engano meu, ou muita ingenuidade... O mundo da competição se estende também ao programa de au pair, e isso é mais grave pois você é obrigada a ''viver'' com ele.

Primeiramente, minha ex-host family era do tipo executivos, minha host era vice presidente de uma multinacional, o host trabalhava para o governo, o perfil dos donos da casa eram sair cedo e voltar tarde, cabendo as au pairs a organização da casa.. a responsabilidade era tanta que nós tínhamos o cartão de credito da host para fazer as compras, pagar os funcionários( house cleanning e dog walker). Pois bem, chegando na casa, para variar os hosts não estavam, cabendo a outra au pair fazer as boas vindas, e lógico mostrar como era feito o serviço da casa. Até então tudo parecia normal, afinal alguém tinha que fazer isso, até que ao passar dos dias, eu vi que ela queria assumir o papel da host ausente e começar a me dar ordens, e daí começaram os problemas..

Infelizmente, a maioria dessas intercambistas de países como Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, veem o programa como uma oportunidade de mudar de vida e fazem todo o possível para continuar nele, o que é totalmente plausível considerando que estes países são bem menos desenvolvidos se comparado ao Brasil. Nao vou tirar essa característica das brasileiras que vão para lá, uma grande percentagem sonham em casar com um americano e viver por lá, porém a grande diferença e que as brasileiras não aceitam tudo que as host families impõe, ou trabalham que nem escravas`para serem '' reconhecidas'' por elas.

Entre uma conversa e outra com a peruana ela deixou bem claro o que realmente a preocupava, ela falou que pretendia pedir nossa host para ser sua sponsor para a troca do visto para estudante e que não era para eu pensar em pedir. Sim. Ela mostrou as garrinhas rs. Eu falei que ela não precisava se preocupar pois o programa para mim era só um momento para aprender e que eu não queria viver de au pair para sempre pois no meu país eu também tenho oportunidades de crescimento (Maisoumenosmaisoumenos rs). Ela não levou fé no que eu disse e eu fiquei com os dois pés para trás com ela, afinal, ela estava disposta a tudo para alcançar o sonhado objetivo. Nao demorou muito e ela arranjou um boyfriend em uma balada de chicanos rs, ela tinha 27 anos e arranjou um moleque de 20 para dar o golpe do greencard rs (No termino do programa ela casou)  Mesmo assim, vivianos em guerra pois ela queria mandar, eu fazia as coisas do meu jeito e a ignorava completamente. A menina era tao cretina que quando a host ou o host chegava ela queria logo mostrar serviço, trabalhando ou contado que fez isso e aquilo. A vontade que eu tinha era agarrar aquele pescoço. Outro problema era a de dividir o carro, quando a minha host entrou em contato comigo disse que a au pair que ela tinha não dirigia nada, e que ela precisava de alguém que dirigisse bem, o que era meu caso por essa razão eu tinha mais liberdade, e isso começou a incomodá-lá ao ponto dela querer dirigir também, porem tinha um detalhe, ela não sabia.. como eu não podia monopolizar o carro, começou a palhaça de ter que dividir, teve dias que eu tinha que dividir o carro com ela contando com a agenda das amigas dela, era o cúmulo!!

Como podem ver eu não tive uma experiencia boa em relação a ter duas au pairs em uma mesma casa, e neste mesmo ano conheci uma aupair brasileira que também não teve uma boa experiencia neste sentido. É super complicado. Geralmente 70% dos caso não dão certo, o que é uma pena pois uma ap deveria ajudar a outra.  Se aparecer uma family para você querendo duas aps pense muito bem pois isso poderá influenciar um ano da sua vida!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Quer carona?

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Eu estava vagabundeando pelo Facebook quando vi  uma página chamada ''Caronas''. Como o nome mesmo já diz, 'e uma pagina destinadas aqueles que querem oferecer ou dar caronas a pessoas desconhecidas pelo facebook.  A ideia 'e bacana e muito helpful para aqueles que querem economizar uma grana na gasolina, ganhar tempo ou ate mesmo fazer amizade porem olhando para outro lado de que moramos no Brasil e somos conhecidos pela ’’malandragem’’, eu acho mega perigoso utilizar/oferecer esses favores, não se tem como conhecer o outro através de meias palavras pelo chat do facebook, fora que pode ocorrer de você dar carona a uma pessoa, chata, sem noção, com conversas nada a ver e por ai vai... Isso levando para nível ''leve'' da situação, pois pode ocorrer de você conhecer um doido, psicopata.
Ai eu fico na duvida se realmente esse pessoal leva a serio como o assunto 'e complexo, quem em sã consciência  oferece ou pega carona com gente que nunca viu na vida somente através de conversa pelo facebook? Ah quem diz que existe maluco para tudo.